Janelas, beirais e companhia

Um passeio pelo centro de Bucareste é sempre um momento de descoberta. Um edifício histórico, uma igreja ortodoxa escondida no meio de um jardim, pequenos espaços que, por minutos, fazem-nos esquecer que estamos rodeados por milhões de pessoas.

Na azáfama da grande cidade, carros e pessoas percorrem ruas e avenidas lado a lado. No vai e vem do quotidiano olhamos em frente e para baixo. Hoje, pelo contrário, decidi olhar para cima e apreciar os beirais, as janelas, as fachadas e outras pequenas preciosidades da arquitetura de Bucareste. Não será à toa que a cidade foi apelidada de Micul Paris, a Pequena Paris. Uma beleza decadente, que mistura estilos variados e onde o moderno coexiste com o antigo.

Mas este é, igualmente, um tour que nos alerta para a necessidade urgente da revitalização e recuperação arquitetónica do centro da cidade. Ao lado de imponentes e brilhantes fachadas, normalmente recuperadas por grandes cadeias internacionais de hotéis ou pertencendo a grandes edifícios públicos – como o Banco Central Romeno, o Museu Nacional de História ou o Museu Nacional de Arte – permanecem silenciosos outros pequenos gigantes de cimento e estuque, muitos deles em risco iminente de derrocada.

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