A coroa de aço

Pondo de lado o ouro e as pedras preciosas, Carol I, o primeiro rei da Roménia, foi coroado com aço. Não que o ouro estivesse caro na altura, antes como forma simbólica de marcar o nascimento de um novo país.

A 21 de Maio de 1877, as autoridades de Bucareste, vassalas do Império Otomano, declaram a independência do país e, em simultâneo,  assinam com Moscovo um tratado que, em troca do reconhecimento da sua independência, deixava passar livremente tropas russas em direcção a Constantinopla. Inicia-se a Guerra Russo-Turca. Um ano mais tarde, em 1878, a guerra termina e a Rússia, vencedora, acaba por reconhecer, a contra gosto – dizem os historiadores -, a independência da Roménia.

É certo que as fronteiras do novo país estavam longe das atuais (não incluinam, por exemplo, a Transilvânia), mas Carol, o rei de origem alemã, escolheu ser coroado com o aço de um canhão otomano capturado pelo exército romeno aquando da guerra que opôs russos e turcos. Para a Roménia, esta é a grande batalha pela independência e o aço da coroa simboliza a bravura dos soldados da jovem nação independente.

Quis o destino que também o último rei romeno, Miguel I (monarca entre 1940 e 1947), fosse entronizado com a mesma coroa.

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Atualmente é possível ver a coroa, assim como outras jóias da casa real romena, no Museu Nacional de História, em Bucareste.

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