Chineses e taxistas

Nas notícias dos últimos dias, algo que volta a juntar Portugal e a Roménia. Falamos de táxis, mais concretamente do serviço Uber. E, já que estamos no campo económico, também o Novo Banco é alvo de atenção pelo mais conceituado canal de notícias romeno. A compra do lado bom do antigo BES, dizem eles, será “a maior aquisição bancária na Europa a ser efectuada por entidades chinesas“.

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Numa cidade onde os táxis estão em todo o lado e com preços para todos os gostos, começando nuns baixos 1,39 Lei/km (0,31 €/km), a chegada do Uber não tem sido alvo de grandes atenções mediáticas. Contudo, e provavelmente face ao enorme lobby taxista em Bucareste, o Presidente da República, Klaus Iohannis, acaba de promulgar uma nova lei para táxis que excluí legalmente a possibilidade de transporte de pessoas sem a devida autorização de taxista.

“Klaus Iohannis a promulgat modificările la legea taxiurilor. Reacția Uber

Președintele Klaus Iohannis a promulgat proiectul de lege privind transportul în regim de taxi şi în regim de închiriere, informează Administrația Prezidențială. Astfel, începând de astăzi este interzis transportul public de persoane contra cost cu un autoturism fără a deţine pentru acesta autorizaţie de taxi valabilă”, in DIGI24

Representantes da Uber na Roménia já reagiram à promulgação desta lei, afirmando não estarem preocupados pois a sua actividade não está em risco face à actual lei. Apontam antes as espingardas para os taxistas fraudulentos que existem na capital. Prevê-se mais uma batalha legal entre a empresa e as autoridades nacionais, depois dos serviços Uber terem já sido proibidos em Portugal, na Austrália, na China, na Índia, Colômbia e em diversas cidades europeias.

Chineses no Novo Banco

O mesmo canal de televisão, a DIGI24, um canal de notícias com cobertura nacional, fez uma pequena análise às movimentações chinesas no sector bancário europeu.

“O Europă încă slăbită după criză e o oportunitate de afaceri pentru investitorii de la celălalt capăt al lumii. Chinezii vor să cumpere a treia cea mai mare bancă după active din Portugalia”, in DIGI24

Avança a estação que o terceiro maior banco português é provavelmente a próxima grande compra chinesa na Europa. Ainda segundo a análise, as duas propostas orientais são mais tentadoras que as norte-americanas e espanhola.

A compra das jóias da coroa não é novidade para os romenos. O país tem assistido à entrada de capital estrangeiro em grandes quantidades nos últimos anos, nomeadamente através da compra de grandes empresas nacionais por investidores externos. Destacam-se os casos das petrolíferas Rompetrol e Petrom (em mãos cazaques e austríacas, respectivamente); da cervejeira Ursus (Reino Unido); todos os grandes bancos a operar no país (onde se incluía até há pouco tempo o português Millennium BCP), com excepção para a Banca Transilvania; a construtora automóvel Dacia (parte do grupo francês Renault); e a Romtelecom, agora membro do império alemão da Deutsche Telekom.

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