Uma espécie de Jogos Sem Fronteiras

Voltamos às bicicletas. Aquilo que podia ser um agradável passeio torna-se numa tormentosa prova de obstáculos. Não sei se é inspirado nalguma prova dos saudosos Jogos Sem Frenteiras, mas aqui andar de bicicleta não envolve apenas pedalar!  

Com o tempo agradável, embora às vezes demasiado quente, que se tem feito sentir em Bucareste, nada melhor que dar uns passeios, ao final do dia, de bicicleta. Escrevi mesmo, há uns posts atrás, sobre a possibilidade de se alugar uma bicicleta na cidade. Para quem não tem duas rodas, o I love Velo é um projecto romeno de aluguer de bicicletas (disponível noutras cidades do país também), entre uma a 24 horas.

“É claro que se trata de uma bicicleta normal, amarela, sem mudanças e com cestinho à frente, mas é uma forma muito agradável de se passear pela cidade. A maior parte dos clientes opta por alugar uma bike para passear num dos parques onde estão localizados os corners da I love Velo, como o Herăstrău – a norte – ou o Tineretului – a sul”, dizia eu em ‘A pedal por Bucareste‘.

Bucareste parece ter sido desenhada para ser uma gigante ciclovia: as avenidas, na sua maioria, são espaçosas, os passeios igualmente largos; o piso é quase sempre em alcatrão e, o melhor de tudo, a cidade é relativamente plana. Apesar de grande, é possível chegar a praticamente todos os locais da capital de bicicleta. Aliás, existe um extensa rede de ciclovias marcadas no pavimento dos passeios das maiores avenidas. A juntar a isto temos as incontáveis zonas verdes da cidade que oferecem locais para umas voltinhas sem o problema do trânsito.

Mas há sempre quem queira pular a fronteira dos parques e arrisque as ruas da cidade. Foi o que eu fiz. Não que tenha sido a primeira vez, mas desta, como a volta foi maior (pouco mais do que dez quilómetros), deu para experimentar um novo nível nos Jogos Sem Fronteiras romenos!

pedalar

Este tipo de actividades são óptimas para nos colocar perante a pergunta ‘Mas porquê?!’. Regressemos à prova: automóveis estacionados em cima dos passeios… obstáculo número 1; automóveis estacionados em frente às rampas de acesso às ciclovias… obstáculo número 2; pessoas, muitas pessoas a ocuparem uma ciclovia… obstáculo número 3; passadeiras e semáforos: a prova de fogo ao equilíbrio e rapidez de quem pedala. A prova de barreiras fica completa com o fim abrupto de algumas ciclovias (e agora, para onde vou?!) e com o trânsito absurdamente caótico de Bucareste.

pedal2

Como em tudo há sempre excepções, e a Calea Victoriei, bem no centro da cidade, é exemplo disso. Aqui carros e bicicletas convivem relativamente de forma pacífica.

Apesar de continuar a recomendar estes passeios (no final de contas, a cidade tem todo o potencial para ser descoberta de bicicleta), não deixa de ser contraditório os equipamentos que Bucareste oferece ao cidadão e, depois, a forma desleixada como são mantidos e como os condutores encaram a coexistência de automóveis e bicicletas no mesmo local.

Mais informações sobre como e onde alugar as bicicletas em i’velo 

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