Sangue fresco

Sangue e Transilvânia. Poderíamos associar rapidamente ao Drácula e às inúmeras histórias de terror que povoam o imaginário dos europeus. Num dos países com as mais baixas taxas de doação de sangue da Europa, esta é uma oportunidade para encorajar os jovens a contribuírem para uma causa maior. À troca de bilhetes grátis e descontos, os festivaleiros são convidados a doar sangue. O Untold Festival tem lugar em Cluj, no final do mês de Julho.

 Notícia da BBC:

Taking inspiration from the world’s most famous vampire, a Romanian music festival is offering free or discounted tickets to people who give blood.

The Untold festival takes place in Transylvania at the end of July, and organisers are hoping that their “pay with blood” campaign will encourage more donors to come forward, the national news agency Agerpres reports. Playing on the region’s association with Count Dracula, posters for the campaign show a vampire hooked up to a blood bag. “Given that Romania faces an acute blood shortage in medical facilities, a campaign that takes inspiration from these myths in order to draw attention to a real problem is more than welcome,” says the festival director Bogdan Buta.

Festival-goers who sign up to become blood donors online will receive discounts, and those who show up in person at centres in Bucharest and Cluj will be given one-day tickets on the spot. The campaign is being run in conjunction with Romania’s National Blood Transfusion Institute. Romania has one of the lowest figures for blood donation in the whole of Europe – less than 2% of the population are active donors, far lower than elsewhere in the European Union.

Tive recentemente a oportunidade de tentar doar sangue. Um acto nobre, mas que causou bastante embaraço aos médicos que me receberam no centro de doação. Embaraço porque, afinal, a Roménia não precisa de sangue. Ou melhor, o facto de ser estrangeiro e não dominar a língua romena impede qualquer expatriado de doar sangue. Aceitaria esta desculpa se em causa estivesse uma razão plausível (por exemplo, relações sexuais desprotegidas, contacto com outros pacientes com doenças infecciosas, ter estado num país tropical recentemente, etc), mas nunca por causa da língua que falo! É certo que existe um questionário, pessoal, que deve ser preenchido e entregue ao médico. Pedi ajuda para a tradução de algumas questões. O resultado foi um vergonhoso NÃO: “Não podes doar sangue porque és estrangeiro!“.

Resultado: é a Roménia que fica a perder. Eu conservei meio litro de sangue só para mim!

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