București

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Reza a lenda que Bucareste foi fundada nas margens do rio Dambovita por um pastor chamado Bucur, cujo nome significa ‘alegria’. A sua flauta mágica deslumbrava por quem lá passava e o seu vinho, produzido nos arredores da cidade, tornaram-no famoso entre os mercadores, ao ponto destes passarem a designar esta cidade pelo seu nome, Bucur. Historicamente, a primeira referência a Bucareste data de 1459, quando a povoação passa a ser residência do famoso príncipe Vlad III, ficcionalmente conhecido por Drácula. A cidade foi, com uma pequena exceção de 19 anos, a capital dos vários territórios habitados pelos povos romenos, desde a constituição dos Principados Unidos da Valáquia e Moldávia, em 1859, até à formação da Roménia comunista, em 1947.

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Atualmente, Bucareste, București em romeno, é a capital e a maior cidade da Roménia, contando com mais de 2,6 milhões de habitantes dentro da sua área metropolitana. Localizada no sul do país, na vasta planície da Valáquia, dista apenas 70 quilómetros do rio Danúbio, o qual separa a Roménia da vizinha Bulgária.

Quem visita o centro da cidade recorda pormenores que rapidamente nos transportam até à capital francesa. Não é por isso de estranhar que Bucareste tenha granjeado o título de ‘Paris do Leste’. Este toque elegante e sofisticado, presente nas suas grandes avenidas e boulevards, nos magníficos edifícios com traça da Belle Époque e no que resta do estilo de vida em que a sua elite vivia no início do século XX, transmitem à cidade esse lado decadente que tanto apaixona quem a visita. Contudo, a sua história conduz-nos ao lado mais sombrio desta metrópole: as baixas condições de vida da sua população, os bombardeamentos na segunda Grande Guerra, vários terramotos de grande magnitude, o período comunista e o regime de Nicolae Ceauşescu transformaram a cidade. Das megalomanias do último ditador romeno saíram edifícios gigantescos e um estilo de construção e planeamento urbano tipicamente soviético. “A Cidade dos Orfanatos” foi o título que a cidade carregou durante muitos anos devido aos períodos de fome e às restrições pelas quais Bucareste foi obrigada a passar.

Após a adesão da Roménia à União Europeia, em 2007, Bucareste iniciou um movimento de crescimento e desenvolvimento que pode ser constatado pelos dados estatísticos que colocam a cidade no topo da produção industrial do país. Com um PIB per capita de 111% da média comunitária (destacando-se claramente da média nacional de apenas 47%, segundo dados do Eurostat referentes a 2010), assim como uma taxa de desemprego de 2,1%, Bucareste assiste a uma explosão nos setores da construção, transportes, serviços e imobiliário.

A cidade é servida por dois aeroportos internacionais, com ligações diárias às grandes cidades europeias, incluindo Lisboa. A rede de transportes públicos (tram, autocarros, troleicarros e metro) é extensa. Bucareste está ligada às principais capitais do leste da Europa, da Turquia e da Rússia por linha férrea.

Como acontece um pouco por toda a Europa, a capital romena é o centro económico, cultural, religioso e político mais importante de todo o país.

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