QUANDO A NATUREZA ESCREVE DIREITO POR LINHAS TORTAS

Os anos oitenta foram profícuos em grandes projectos de infra-estruturas na Roménia. Sob comando de Nicolae Ceaușescu, Bucareste deveria ficar ligada, por meio aquático, ao Danúbio e, deste, ao Mar Negro. Um plano gigantesco que a Revolução de 89 deixou para trás. E para trás ficou também uma ferida às portas da capital: um enorme reservatório de água que nunca serviu o propósito para o qual foi construído. O estado de degradação tornou o espaço num cenário de filmes de terror, mas com o passar do tempo a Mãe Natureza tratou de resolver uma das cicatrizes do antigo regime. Quem diria que Văcărești se pudesse transformar num parque natural? É isso que vamos hoje descobrir.

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A ÚLTIMA MORADA

Paredes meias com o Parque Tineretului, esconde-se atrás de um pequeno muro decorado com repetidas cruzes brancas o Bellu. Passaria despercebido não fosse este o mais importante cemitério de Bucareste. Se de Lisboa falássemos, este seria o irmão do Cemitério dos Prazeres. Entre heróis da literatura, da história, da música, das guerras e da política, uma visita a este cemitério é uma viagem à arquitectura funerária da Roménia, num passeio que reúne famosos e anónimos ao longo de três séculos.

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CUIDADO COM O PESCOCINHO!

À primeira vista é difícil acreditar que estamos a apenas pouco mais do que 30 quilómetros de Bucareste. A Norte da cidade, numa região totalmente rural e famosa pelos seus inúmeros lagos e pequenas florestas, encontramos um local especial. A mancha verde é Snagov e o lago homónimo alberga, numa ilha minúscula, um pequeno mosteiro. Grande parte dos roteiros da capital incluem Snagov no seu must-see. Mas o que tem de especial este mosteiro? É aqui que se encontram os restos mortais de Vlad Țepeș, conhecido internacionalmente como o Conde Drácula. Se aqui vierem, cuidado com o pescoço!

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O LADO B DA NEVE

São 22h00 em Bucareste. Lá fora confirma-se o que as previsões meteorológicas vinham a anunciar há vários dias: a neve vai voltar. Mas se tudo parece bonito quando o véu branco se abate sobre a cidade, não haja dúvida que no dia seguinte começa o caos nas artérias da cidade. Não que a neve bloqueie os carros de circular, antes a dificuldade em ter uma vida normal. Agora percebo porque há tanta gente a desejar que o Verão regresse. Afinal de contas, a beleza branca tem o seu lado maléfico também!

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EU SOU A OUTRA

A estrada corre paralela ao curso de água. A curiosidade desperta por sabermos que do lado de lá daquele pequeno rio estava a outra. A outra! A república ex-soviética, a irmã separada da Moldávia da velha Dácia, a filha roubada à Roménia pelas mãos dos senhores da guerra. Saltamos a fronteira. Hoje não escrevo sob jurisdição de Bucareste. Vamos mais além e visitamos Chisinau. Vamos conhecer a capital da República da Moldova.

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Quantas cores o tempo tem?

Chegamos ao Outono e a Natureza oferece-nos um espectáculo em tons de laranja, vermelho e amarelo. Um fogo que arde durante várias semanas e que traz um colorido novo aos parques da cidade. Uma explosão cromática que tem lugar todos os anos em Bucareste.

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Rumo ao Norte

Escondida nos confins da Roménia, a sete horas de viagem de Bucareste, fica uma antiga província cheia de motivos para uma visita. Tal como num jogo de cartas, as suas fronteiras foram baralhadas ao longo da história: foi moldava, austro-húngara, retalhadas pelos soviéticos, metade ucraniana, metade romena. Uma região onde o azul do céu esbarra com o verde dos vales e montanhas cobertas de florestas. Viajamos para Norte, vamos conhecer a Bucovina.

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Bandeira vermelha

Na semana em que chegou oficialmente o Outono à Roménia, nada melhor do que recordar o dia em que, depois de muitos meses afastado do oceano, finalmente vi o Mar Negro. Um dia que deveria ser de puro relax, mas que se saldou por muita acção e irritação!

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Barro Negro

Num recente visita ao norte da Roménia, encontrei na pequena localidade de Marginea um elo de ligação com a aldeia de Bisalhães, em Vila Real. Ambas ficam escondidas no meio de montanhas, nas regiões mais afastadas das respectivas capitais, e ambas partilham uma tradição antiquíssima: a arte do barro negro.

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